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domingo, fevereiro 24, 2008

Bem podes piscar à vontade

Diz que o camafeu do Carlos Martins anda a piscar o olho ao senhor Scolari. Em vão. O sr. Scolari já assumiu que não é pelos seus lindos olhos que selecciona jogadores. Segundo o próprio, o que lhe interessa são as dimensões do rabo deles.


segunda-feira, janeiro 28, 2008

Grande? E depois?

O sr. Scolari insinuou que o Miguel Veloso tem o rabo grande. Eu estou farto de lhe olhar para o rabo, e francamente não lhe vejo nada de mal.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Mal habituados

No final de uma das mais vergonhosas campanhas de qualificação da selecção da FPF dos últimos 20 anos, depois de ter acabado com o credo na boca uma qualifcação em que os rivais mais fortes eram a Polónia e a Sérvia, depois de ter esperado até ao último segundo do último jogo contra a Finlândia para poder comemorar, o sr. Scolari faz birra, mostra de novo a sua má educação, e diz que os portugueses estão mal habituados. Pois estão. Até ele chegar estávamos habituados a ver a selecção jogar bem, e obter os mesmos resultados ou melhores do que com ele.

sábado, novembro 17, 2007

Ai ficaram?

"Sem mim ficaram mais unidos", diz o sr. Scolari na primeira página de "O Jogo". Eu fartei-me de dizer que as últimas vitórias da selecção da FPF se deviam ao facto de o sr. Scolari não esta rlá, mas é sempre bom ver que o próprio concorda comigo. O passo seguinte, para ser coerente, seria fazer a mala e ir-se embora.

sábado, outubro 13, 2007

O Almeida

Como o sr. Scolari não ia ao balneário, lá deixou o camafeu do Hugo Almeida jogar. Assim o rapaz já se pôde despir à vontade, depois do jogo, sem risco de ferir os olhos ao amigo da Senhora do Caravaggio - ainda me hão-de explicar como é o que Caravaggio, que era gay, tinha uma senhora. A não ser que...(1). Sim, porque eu continuo sem ver outra explicação para ele pôr nulidades como o Morcão Postiga ou anedotas como o Lampião Nuno Gomes a jogar em vez de avançados medíocres, no sentido etimológico da palavra (2), como o dito cujo camafeu. O Hugo Almeida lá fez o que se lhe pedia, que era fazer esquecer a nulidade e a anedota. Convenhamos, não era difícil. Marcou um golito, falhou um ou dois escandalosamente, mas fez melhor do que os outros dois juntos Não que seja grande proeza, mas... Quanto ao jogo, vi-o num bar enquanto ia transcrevendo para o portátil uns manuscritos do século XVII (3). A pouco e pouco fui dando mais atenção aos manuscritos do que à bola, o que diz muito do interesse que me despertou o desempenho da selecção da FPF. Coisas boas, só mesmo o Miguel Veloso, que além de muito bom é também um excelente jogador. Tenho dito.

P.S.: parece que os rapazes (sem o Figo e o Rui Costa, já se podem chamar rapazes) têm a classificação mais segura, e a qualificação para o Euro'08 mais perto. Convenhamos: escândalo seria não o conseguirem, num dos grupos mais fáceis de que há memória na história do futebol português. Mais fácil, assim de repente, só me lembro do de qualificação para o Mundial'06.

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(1) Eu sei que não é "o" Caravaggio, que é uma beateira qualquer, mas eu não podia perder a oportunidade de fazer uma piada culta.
(2) Ora tomem lá mais uma culta.
(3) Sai mais uma culta. E vão três.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Ai Deus e u é?

Vê-se a convocatória da FPF para o jogo com o Azerbaijão, e pasma-se com a ausência do Morcão Postiga. Algo de muito grave se deve ter passado. Toda a gente sabe que os critérios que presidiam às suas convocatórias nada tinham de futebolístico (a não ser que o sr. Scolari tivesse os didácticos propósitos de mostrar o que não deve nem pode ser um avançado), pois de outra forma não se pode entender que, apesar de ser uma nulidade completa, continuasse a jogar regularmente na selecção da FPF, mesmo quando nem no Porto jogava. O Morcão Postiga foi sempre convocado, mesmo nos momentos mais baixos da sua já natural e congénita má forma. Jogou sempre, para alegria das selecções adversárias, que por bênção da tal senhora do Caravaggio (ainda hão-de explicar melhor essa história, o homem era homossexual e tinha uma senhora?!) se viam a jogar contra 10, e com um elemento extra na sua defesa, a ajudar a desfazer os movimentos do ataque português. Curiosamente o rapaz só não jogou tão regularmente quando, no início da época passada certamente por engano até marcou uns golitos e jogou qualquer coisinha. Agora, de repente, desaparece sem explicação da lista de convocados. Alguma coisa se passa!

Por outro lado, não admira a convocatória do Lampião Nuno Gomes, que, tal como o Morcão Postiga, tem lugar mais ou menos cativo nas convocatórias, por pior que seja o seu momento de forma. Eu não sei, tenho assim uma teoria. Será por terem os dois uma carinha laroca (embora não façam o meu tipo), será para serem obrigados a suar e depois a irem tomar duche? Sei lá. É que assim de repente não vejo mais nenhuma justificação plausível para serem sempre ou quase sempre convocados. Isso também explicaria o desprezo a que tem sido votado o camafeu do Hugo Almeida, que, embora tendo sido finalmente convocado, certamente não deixará o banco, mesmo sendo melhor sozinho do que os outros dois juntos. O que, convenhamos, não é nenhuma proeza, mas pronto.

Et tu Platini?


A redução do castigo do sr. Scolari de 4 para 3 jogos é uma vergonha que mancha a UEFA e, indirectamente, o m. Platini, que no fim mostra que não trouxe nada de novo, apenas mais do mesmo. Recordemos os factos. O sr. Scolari, no fim do Portugal - Sérvia, que organizou e dirigiu de forma incompetente, aproximou-se de um jogador sérvio e tentou agredi-lo ao soco (ter acertado ou não é, neste caso irrelevante). Justificou a sua atitude mentindo com quantos dentes tem na boca, alegando que defendia o Morcão Quaresma, que nem sequer está próximo do local dos acontecimentos, e caindo no ridículo de nos pôr a imaginar um sexagenário a defender um rapagão de 20 e poucos anos. Mais tarde, talvez vendo que a desculpa não pegara, disse que o sérvio lhe tinha ofendido a família. Eu não sei que idade mental tem o sr. Scolari, mas eu desde há muito mais de 20 anos que aprendi a refrear os impulsos e a distinguir um insulto tipificado de um a sério. Mas lá está, eu tenho educação.

A UEFA devia ter punido exemplarmente este caso. O sr. Scolari é, de resto, reincidente neste tipo de atitudes, como os mais desatentos descobriram recentemente, com o desenterrar de outros casos semelhantes pelos "media". Em vez disso, a UEFA dá quatro palmadinhas nas costas do sr. Scolari, sorrindo e murmurando "Ah le petit malin!". Agora, arrependida e com remorsos - talvez as pancadinhas tivessem sido demasiado fortes - reduz o castigo. Sem corar.

Cai por terra toda a meritória campanha da UEFA a favor do "fair play". Ao compactuar (não punindo em conformidade) com uma agressão feita por um treinador a um jogador, a UEFA passa a mensagem de que afinal até se pode dar uns murros no adversário, desde que se seja uma figura importante. Do sr. Madail, que nem sequer vai punir o amigalhaço, tudo se espera já. Mas da nova UEFA do m. Platini? Quelle honte, monsier Platini, quelle honte!

quinta-feira, setembro 20, 2007

Adenda

Aqui há uns tempos escrevi sobre a vergonhosa prestação da selecção da FPF sob o comando do sr. Scolari, em 2006. Vejamos agora como correram as coisas em 2007.

(o) Portugal 4 x 0 Bélgica
(o) Sérvia 1 x 1 Portugal
(o) Bélgica 1 x 2 Portugal
(p) Kuwait 1 x 1 Portugal
(o) Arménia 1 x 1 Portugal
(o) Portugal 2 x 2 Polónia
(o) Portugal 1 x 1 Sérvia

O começo nem foi mau, com 2 vitórias sobre a medíocre Bélgica. O empate na Sérvia foi um mal menor. Depois veio o descalabro, que dispensa comentários.

7 jogos
2 vitórias
5 empates

Uma vergonha, passe o eufemismo. Não me lembro de uma qualificação destas desde o início da década de 90 do século XX, com o grupo mais fácil de que há memória, sem nenhuma selecção das grandes como opositora. Mas para a FPF está tudo a correr bem...

A "punição" do sr. Scolari

A UEFA aplicou uma pena de 4 jogos de suspensão ao sr. Scolari, depois de este ter agredido um jogador adversário. A decisão daria vontade de rir, se não fosse tão grave. Recordemos os factos.

No final de um jogo miserável da selecção da FPF contra a selecção da Sérvia, onde demonstrou de novo a sua incompetência para o cargo, o sr. Scolari dirigiu-se a um jogador sérvio e esmurrou-o (ou tentou, para o caso vai dar ao mesmo). As imagens são muito claras: o sr. Scolari avança decidido para o sérvio, e só não o agride com violência porque o Brassard, que se comportou de forma digna, se interpôs. Ainda assim, o sr. Scolari lançou um murro, que mais tarde, despudoradamente, disse ser um mero gesto inconsciente. Das duas uma: ou tem a doença das vacas loucas, ou está a gozar com a inteligência do pessoal.

Pouco depois, nega tudo, afirmando inclusive que as imagens mentiam (!). Um pouco mais tarde, rendendo-se às evidências, diz que estava a defender o Quaresma. Além de ser no mínimo hilariante imaginar um sexagenário a ter de vir em socorro de um rapazola, ainda por cima atleta, de vinte e poucos anos, as imagens desmentem, de novo, o sr. Scolari. O Quaresma não está sequer ali. Mas ainda que estivesse. Precisaria de que aquele sexagenário o defendesse? E defendesse de quê, já que em momento nenhum se descortina qualquer tentativa por parte do Sérvio de o agredir? Mais tarde, num frete feito pela RTP à FPF, afirmou que se tratava de um gesto habitual da sua parte, inconsciente. Normal da sua parte ficámos todos a saber que é, depois de finalmente se tornarem públicas os casos de violência e péssimo desportivismo de que tem sido actor ao longo da sua carreira, e que só os mais desatentos desconheciam. Inconsciente, bem, então talvez seja melhor o sr. Scolari consultar um neurologista. Um gesto daqueles, com tal impulsão do corpo, de tal forma direccionado, só se pode explicar de uma maneira, se for inconsciente: doença neurológica grave, do tipo da das vacas loucas. Por fim, dando de novo o dito por não dito, desculpou-se com alegadas ofensas dirigidas pelo sérvio. Ora bolas, então um homem com aquela idade não se sabe conter perante insultos, que se é verdade que são feios mais verdade ainda é que são comuns em jogos de futebol, e que os deve já ter ouvido às centenas ao longo da sua carreira, primeiro como jogador, finalmente como treinador? Se não sabe, talvez não fosse má ideia tirar um curso intensivo de boas maneiras e iniciar uma terapia de controle da agressividade. Nunca é tarde para aprender.

Agora ficamos a saber que para a UEFA afinal foi coisa pouca. Quatro joguitos e uma multa ridícula, tendo em conta o chorudíssimo salário auferido pelo sr. Scolari. Na prática vai beneficiar a selecção da FPF, que sem ele no banco talvez finalmente faça um jogo como deve ser. Para mim, que há quase 4 anos defendo a sua demissão imediata, é sempre uma boa notícia, talvez se volte a ver bom futebol pela selecção da FPF. No entanto há questões éticas que se sobrepõem a estas vantagens pragmáticas.

Os casos de indisciplina nas selecções portuguesas são infelizmente comuns, e revelam algumas das características mais vergonhosas do povinho português. Em 1997, o Sá Pinto foi suspenso por 1 ano depois de esmurrar o Artur Jorge. Em 2000, na meia-final do Euro'00, o Abel Xavier, o Nuno Gomes e o Paulo Bento, depois de protestarem (sem agressão, nem tentativa) com o árbitro por este ter marcado um penálti contra a selecção da FPF, levaram suspensões entre cinco e sete meses. Em 2002, a FIFA suspendeu o João Pinto, depois de este alegadamente ter agredido um árbitro, durante o Mundial'02. Apesar de a agressão ser evidente, não foi nunca provada categoricamente, pois as imagens não captam com clareza o momento. Um tal de Zequinha, seleccionado Sub-20, levou 1 ano de suspensão, depois de tirar o cartão a um árbitro.

Agora vem o sr. Scolari, contratado numa lógica de renovação da selecção e de imposição de disciplina, e agride um jogador adversário, justificando-se depois com mentiras sem sentido. A lógica ditaria que fosse duramente castigado, com mais dureza do que qualquer um dos casos recordados, tanto pela UEFA como pela FPF - e já agora pela FIFA. Afinal o seu acto foi no mínimo idêntico ao pior dos casos referidos (a agressão do João Pinto), e muitíssimo mais grave do que os restantes. Tem ainda as agravantes de ter um historial de agressões e falta de desportivismo, de estar numa posição de destaque (o que o torna susceptível de servir de exemplo), e de já ter idade para ter juízo. Mas não. A UEFA amansa-lhe o pêlo com um castigo ridículo e ofensivo para todos quantos por acções menos graves tiveram castigos mais pesados. A FPF assobia para o ar. A mesma FPF que tão célere tem sido em punir, independentemente da UEFA e da FIFA, casos de menor gravidade. A mesma FPF que afastou cobardemente, sem o assumir e sem se justificar, o João Pinto da selecção, por uma atitude de gravidade equivalente. Isto diz tudo da fibra e da dureza da espinha dos senhores da Praça da Alegria.

Fica a esperança de que a atitude (ou falta dela) da FPF seja apenas uma vergonhosa, canalha e pouco ética medida de contenção de estragos, tendo em conta o apuramento para o Euro'08, que a demissão do sr. Scolari aconteça imediatamente após o final da fase de qualificação. Afinal, que moral tem esta FPF para vir a partir de agora exigir disciplina aos jogadores e punir a falta dela?

O sr. Scolari cometeu vários actos indesculpáveis, dignos de um arruaceiro da pior espécie. Agrediu injustificadamente um jogador adversário, mentindo várias vezes e de forma contraditória sobre os motivos da agressão, que umas vezes negava veementemente ter existido, outras admitia implicitamente. A UEFA, apesar das suas constantes campanhas pelo fair play, fechou os olhos, deu-lhe duas palmadinhas nas costas (mas devagarinho, para não magoar) e esqueceu o assunto. Que desilusão, Platini. Afinal está tudo na mesma. A FPF ignorou, até agora, o caso. Bem, não será correcto dizer que "ignorou", pois na verdade tudo fez para desculpar e desagravar o senhor de bigode malcriado. A mesma FPF que puniu exemplarmente outros casos de indisciplina e violência, indênticos ou menos graves. Não se pode, no entanto, falar de desilusão, no caso da FPF. Dali tudo se espera.

Houvesse justiça e coerência, e neste momento a FPF estaria já à procura de novo seleccionador. Houvesse justiça e coerência, e a UEFA teria punido exemplarmente o sr. Scolari. Mas como parece que o cotovelo e a palmadinha nas costas continuam a valer mais do que a coerência e a justiça, o sr. Scolari sai praticamente impune de um acto que envergonha o futebol português e a imagem dos portugueses.

P.S.: o sr. Madail diz que os casos do Zequinha e do sr. Scolari são incomparáveis. De facto são, tem toda a razão. O zequinha é um miúdo que tirou o cartão ao árbitro, não cometendo qualquer agressão. Foi punido, e bem. Quanto a mim nunca mais era convocado. O sr. Scolari é um homem com idade para ter juízo, com um cargo de liderança e responsabilidade. Agrediu um jogador adversário. De facto são situações incomparáveis.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Mentiroso


Além de troglodita e malcriado é mentiroso. Diz que era para proteger o Quaresma, que afinal nem se vê na imagem; diz que levantou os braços em defesa, quando o que se vê é um sopapo de agressão e bem enfiado. De que é que estão à espera os senhores da FPF para correr com ele?

Malcriado

As cenas lamentáveis do sr. Scolari e de alguns jogadores no fim do jogo de ontem voltaram a encher de vergonha o futebol português. Depois das cenas tristes do Euro'00, Mundial'02 e tantos jogos das selecções jovens, agora é o próprio seleccionador que se comporta como um vulgar arruaceiro. Que vergonha!

Diz o sr. Scolari, citado pelo MaisFutebol:

«A UEFA que examine o que tem de examinar e se tiver que responder vou responder da mesma forma que estou a responder aqui. Foi um lance comum depois de um bate boca, empurrão daqui e empurrão dali, e cada um defende o seu lado.»

Lance comum? Tentativa de agressão é lance comum? O sr. Scolari comporta-se sempre assim depois de um "bate boca" (seja lá o que isso for, mas tem aspecto de ser algo obsceno)? É assim a sua educação? Resolvem-se as coisas ao empurrão e ao soco? Para pessoas educadas e civilizadas, lance comum numa discussão é falar. Gritar, se for preciso. Mas nunca "empurrão daqui e empurrão dali". Se o sr. Scolari acha normal resolver divergências ao murro e ao empurrão, então tem um grave problema a ser resolvido em psicoterapia. Diz em sua defesa que o árbitro o enervou. Não há defesa possível, claro senhor. Se eu desatasse ao murro e ao empurrão sempre que alguém me enervasse tinha de sair em camisa de forças dia sim dia não. Há uma diferença entre mim e o senhor Scolari: eu sou educado e civilizado.

P.S.: ainda por cima é mentiroso, as imagens televisivas não mostram nenhuma tentativa de defesa, mas uma agressão clara.

terça-feira, setembro 11, 2007

The emperor's new clothes


Do mal o menos, o nosso Cristiano Ronaldo lá marcou um golito. Como ando em tratamento contra a depressão, não deveria ver jogos da selecção da FPF, até porque eu gosto mesmo é de futebol a sério - e a minha selecção é o Sporting. Mas lá fui dando umas olhadelas ao Portugal x Polónia de Sábado passado, enquanto dava descanso aos trabalhos de doutoramento (fica sempre bem uma bocarra pedante). E o que vi não foi muito diferente do tristíssimo espectáculo dado perante a toda poderosa Arménia, pouco tempo antes. Jogadores em baixa de forma, perros, uma equipa tristonha, azelha, partida, deprimente. Ah, e as habituais e inacreditáveis opções do senhor Scolari. Mas não vale a pena bater mais no ceguinho, até porque já não deve faltar muito para ele embrulhar a senhora do Caravaggio (então mas o Caravaggio não era homossexual? Já não percebo nada disto) e partir para terras de Vera Cruz. Ainda há quem não tenha percebido que o rei vai nu? E que não foi graças ao senhor Scolari que a selecção da FPF fez um percurso mais ou menos no Mundial 2006 e um Euro 2004 bom (pior do que o 2000, no entanto, e ainda por cima em casa), mas apesar dele?

sexta-feira, agosto 10, 2007

O cão que mordeu o homem

A Bola diz que o Scolari vai convocar o Postiga. Sim. E? Onde está a notícia? Não é preciso ser vidente para saber que o Postiga tem convocatória garantida enquanto o Scolari for seleccionador. Em forma ou não, lesionado ou não, será sempre convocado.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Importa-se de repetir?

O senhor Scolari disse, sem corar, que 2006 foi um bom ano para a selecção da FPF, e que, a manter esta média em 2007, o apuramento para o Euro 2008 estará assegurado. Como eu tenho um feitio tramado, fui ver os resultados da selecção da FPF em 2006, para ver o que é que o seleccionador espera para 2007. Então vamos a isso, por ordem cronológica.



(p) Portugal - Arábia Saudita: 3-0
(p) Portugal - Cabo Verde: 4-1
(p) Luxemburgo - Portugal: 0-3
(o) Angola - Portugal: 0-1
(o) Portugal - Irão: 2-0
(o) Portugal - México: 2-1
(o) Portugal - Holanda: 1-0
(o) Inglaterra - Portugal: 0-0
(o) Portugal - França: 0-1
(o) Alemanha - Portugal: 3-1
(p) Dinamarca - Portugal: 4-2
(o) Finlândia - Portugal: 1-1
(o) Portugal - Azerbaijão: 3-0
(o) Polónia - Portugal: 2-0
(o) Portugal - Cazaquistão: 3-0

Contabilizando jogos particulares e oficiais, 9 vitórias, 2 empates, 4 derrotas. Mas se contarmos só com os jogos oficiais, o cenário é um pouco mais negro: 6 vitórias, 2 empates, 4 derrotas.

Portanto, na contabilidade mais favorável a selecção da FPF tem uma ligeira vantagem de resultados positivos sobre os negativos. Na contabilidade mais desfavorável - a dos jogos oficiais, e portanto a mais realista - o saldo é de 50% / 50%. Se tivermos em conta que das 6 vitórias 2 foram obtidas sobre selecções de 2ª linha (Irão, Angola) e outras 2 sobre selecções de 3ª linha (Cazaquistão, Azerbaijão), sobram apenas 2 vitórias sobre equipas de valia equivalente - contra 4 derrotas.

Só mesmo com muito boa vontade se pode achar que a prestação é "boa". Bom, e só com um enorme sentido de humor (negro) se pode afirmar que, com prestação semelhante, o apuramento é garantido. É que com prestação semelhante creio que nem o 3º lugar, quanto mais o 2º ou o 1º.

Só agora é que reparou?


Já aqui disse que o senhor Scolari é como as trovoadas longínquas: primeiro vê-se o relâmpago (tipo, um jogador em boa ou má forma), e só muito tempo depois é que se ouve o trovão (tipo, o senhor Scolari a reagir em conformidade). Vem agora o senhor Scolari confirmar que reage com uma lentidão digna de uma tartaruga com reumático, ao reparar, mais de 1 ano depois (!), que o Morcão Quaresma está num bom momento de forma. Só agora é que reparou? Diz também ele que quer que o Morcão Quaresma tenha na selecção da FPF a mesma importância que tem no Porto. Pois, se calhar era capaz de ter sido engraçado convocá-lo há mais tempo, assim, tipo, para ele poder ter na selecção da FPF a importância que tem no Porto. Não sei, é só uma ideia que me passou pela cabeça.

terça-feira, novembro 14, 2006

Pressão?!

Pressão?! A jogar contar o Cazaquistão?! Ao que isto chegou... Não deixa de ter graça ver o senhor Scolari tão preocupado, agora, antes de um jogo contra amadores coxos. Talvez lhe tivesse ficado melhor a preocupação nos jogos contra a Finlândia e a Polónia (uma convocatória de jeito era meio caminho andado). Assim já não precisava de ficar pressionado pelo poderoso Cazaquistão.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Ai deus e u som?

Gostava de saber a opinião dos nacionalistas (doença que felizmente não tenho) sobre a convocatória para a selecção da FPF daquele rapaz desconhecido, que é guarda-redes na Grécia. É que tanto mandaram vir por causa do Deco, mas duvido de que agora se zanguem por causa da convocatória de um português que nunca cá deve ter vivido, e que, a julgar pelas entrevistas, nem sabe falar português decentemente. Ou para os nacionalistas o que conta é o sangue? Então aí entramos num campo muito perigoso...
P.S.: não se pense que estou aqui a desancar indirectamente o tal rapaz luso-helenico-canadiano: tal como 99% dos portugueses, nunca o vi jogar, nunca tinha sequer ouvido alguma vez falar dele, até o senhor Scolari o convocar. Portanto, desta vez não estou a dizer mal do senhor Scolari.

quinta-feira, novembro 09, 2006

A trovoada

Habemus convocatoriam

O senhor Scolari faz-me lembrar o trovão de uma trovoada distante. Quando andava na escola primária, ensinaram-me que se podia calcular a distância a que uma trovoada estava, contando os segundos que decorrem entre a visão do relâmpago e a audição do trovão. Quanto maior fosse o intervalo, maior seria também a distância. É que a luz viaja muito mais depressa do que o som, e portanto vemos o relâmpago antes de ouvirmos o trovão. Mutatis mutandis, é como as estrelas à noite, cuja luz vemos muito depois de ter sido de facto emitida - nalguns casos milhões de anos. Quer dizer que muitas das estrelas que vemos nem sequer existem já, e só vemos a luz que enviaram há um ror de tempo. É o mais perto que estamos de uma viagem no tempo.
Para que estou eu aqui as escrever banalidades que qualquer pessoa com a 4ª classe sabe (ou devia saber), e ainda por cima num artigo que se propunha falar do senhor Scolari? Não, não ensandeci (por enquanto). É que o senhor Scolari, tal como o trovão de uma trovoada distante, reage já depois de os acontecimentos terem tido lugar há muito, muito tempo.
Concretizemos. Qualquer dona de casa futebolisticamente iletrada já tinha reparado que até o seu marido barrigudo estava em melhor forma do que o Costinha e o Nuno Valente, desde há muito, muito tempo. Qualquer stripper futebolisticamente ignorante tinha ficado espantada com a convocatória destes e doutros jogadores paralíticos ou semi-paralíticos para o Mundial da Alemanha - recorde-se, na altura da convocatória o Costinha nem sequer tinha clube, e o Nuno Valente tinha sido despachado pelos morcões, por lesão permanente e recorrente. Mas o senhor Scolari só reparou nisso agora. Todos nós vimos o relâmpago, por assim dizer, há 1 ano ou mais. Mas o senhor Scolari, qual trovão de trovoada distante, só reparou agora, no final de 2006.
Qualquer menina de 10 anos já tinha reparado que o Tonel era, neste momento, um dos melhores defesas do futebol português, e já justificava até a ida à Alemanha, e já tinha reparado também naquele rapaz com mau aspecto, o Morcão Raul Meireles. Ambs fizeram uma excelente época, no ano passado. Tal como o Lampião Nélson, que fez um óptimo princípio de época, no ano passado. Porém, o trovão de trovoada distante só agora deu por isso. Que é como quem diz, o senhor Scolari só agora, 1 ano e tal depois, é que reparou que aqueles rapazes até jogavam bem - embora no caso do Lampião Nélson seja evidente que a boa forma de finais de 2005 não é de todo a que ostenta neste momento.

Mas pronto, seria um pouco excessivo pedir ao senhor Scolari que tivesse a forma dos atletas em conta, quando faz as convocatórias. No entanto tenho de retractar-me em relação à minha recorrente queixa sobre a previsibilidade das convocatórias scolarianas. É que, tendo em conta que atravessa um excelente momento de forma, seria uma questão de coerência não o convocar. Mas não, o senhor Scolari resolveu surpreender tudo e todos, e convocou-o mesmo. Apenas se manteve fiel a si mesmo na convocatória do Jorge Andrade, lesionada durante vários meses, ainda em recuperação, e absolutamente sem ritmo. Mas lá está, seria pedir demasiado ao senhor Scolari, ter em devida conta o momento de forma dos jogadores.

sábado, novembro 04, 2006

Los borrachos

[Velázquez - Los borrachos]

A rebaldaria na selecção da FPF parece que vai terminar. O que eu me pergunto é o que levou o senhor Scolari a só tomar estas medidas agora. É que, como se sabe, o regabofe não é de agora. São proverbiais as pândegas até ao nascer do dia, durante as concentrações. Segundo o que vem agora a público, a coisa chegou ao ponto de alguns jogadores terem feito uma farra pela noite fora, pouco antes do Polónia x Portugal. O senhor Scolari, sempre coerente (eufemismo para "teimoso"), pô-los a jogar, ainda assim, apesar da folia e das suas óbvias consequências físicas - atitude tão idiota que nem vale a pena explicar porquê, até a minha sobrinha de 1 ano entenderia sem grande esforço. Também não se percebe porque é que o senhor Scolari deixou chegar as coisas a este ponto. Há tanto tempo que anda a ser alertado para as pândegas do pessoal, mas sempre a dizer que não se importava com o que faziam nas folgas. Então agora já se importa? A bebedeira foi maior desta vez?

quinta-feira, novembro 02, 2006

A última esperança é a que morre



A esperança é sempre a última a morrer (ou, na versão do Jardel, "a última esperança é a que morre")! Já que Maomé não vai à montanha, venha a montanha a Maomé, que é como quem diz: se o Madail não demite o homem, então que se demita, para o bigoduço que acha que é treinador ir atrás. Madail, rua!